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Notícias sobre Transporte Executivo

18/11/2011

Com fábrica na Bahia, JAC Motors quer redução de imposto

O “susto desnecessário” provocado pelo aumento do imposto para carros importados não mudou os planos de Sergio Habib, presidente da montadora chinesa JAC Motors no Brasil. Dois meses depois da elevação do IPI, o empresário assinou nesta quarta-feira, em evento realizado em Salvador, um protocolo de intenções com o governador da Bahia, Jaques Wagner, para a construção de uma fábrica da JAC no estado. “Decidimos fazer a fábrica antes do decreto, um ano atrás. Mas tenho certeza que vamos conseguir resolver essa questão [do IPI]”, disse Habib.

Segundo ele, o aumento de IPI para carros importados que não contenham pelo menos 65% de peças nacionais – com exceção dos trazidos via Mercosul ou México – não resultou em vendas maiores para os veículos fabricados no Brasil. “Quem compra uma BMW não vai comprar um Gol, claro que não. Você não vai aumentar a venda da indústria nacional quando aumenta, violentamente e sem aviso prévio, as alíquotas e muda as regras no meio do jogo”, afirmou o empresário.

Leia também: JAC aproveita brecha do IPI para liberar importações de carros

Em setembro, antes da medida, as vendas de carros brasileiros respondiam por 73,20% do mercado. Em outubro, a fatia ficou praticamente inalterada, com 73,21%. Já a participação de mercado dos carros importados pela Abeiva, associação que representa o setor, passou de 7,78% em setembro para 5% em outubro. “Os mexicanos é que estão felizes da vida com a decisão do governo”, disse Habib. “Estamos transferindo as importações de outros países para o México.”

Segundo Habib, não são fabricados no Brasil carros que custam mais de R$ 60 mil. Já os carros importados com valor menor que R$ 40 mil respondem por 3,3% do mercado brasileiro e o total de veículos trazidos ao País pela Abeiva representa 6% das vendas. “Isso não é uma invasão”, disse.

Com a oficialização da fábrica, o empresário espera que o governo federal proponha alíquotas de imposto diferenciadas para a JAC. “O governo já sinalizou algo neste sentido. Porque antes de ter a fábrica é preciso importar antes e ter uma rede de distribuição boa, é algo normal”, disse Habib. Ele afirma que a empresa deve ampliar o índice de nacionalização das peças de forma gradativa nos próximos anos.

Investimentos em nova fábrica
Apesar do imbróglio sobre o IPI, a JAC confirmou que destinará R$ 900 milhões em investimentos para uma fábrica no Pólo de Camaçari – 80% de capital nacional, do grupo SHC, controlado por Habib e que detém a marca chinesa no Brasil, e 20% da matriz da JAC na China. Essa será a primeira fábrica da montadora fora da China.

O montante não inclui os aportes que estão sendo realizados para o projeto do novo carro que será produzido na planta – o automóvel está sendo projetado exclusivamente para atender ao mercado nacional. A JAC não revelou detalhes do carro, mas disse apenas que terá “mais estilo”. “Brasileiro compra carro bonito antes de qualquer outra coisa”, afirmou Habib. Outros modelos, como o J3, continuarão a ser importados da China.

As obras para construção da nova fábrica começam no ano que vem, mas a planta entrará em funcionamento em 2014. Para construir as instalações e conseguir licença ambiental seria preciso, em média, 11 meses. Mas o projeto do novo carro só deve ficar pronto no fim de 2013, informou Habib, o que deve fazer com que a fábrica entre em operação em 2014.

Amor pela Bahia, com alguns incentivos
A decisão de abrir a fábrica na Bahia, segundo Habib, foi influenciada pelo lado “emocional”. Durante o evento, ele declarou mais uma vez seu amor pela Bahia e por Trancoso, onde tem uma casa – “de um bom gosto incrível, mas sem coisas para se exibir”, nas palavras do governador Jaques Wagner, que conheceu a residência na última segunda-feira. Habib e a mulher, Sandra, também desenvolvem um programa social na região. O casal inaugurou em fevereiro deste ano um centro educacional com capacidade para 800 alunos.

Mas por si só a ligação afetiva com a Bahia dificilmente resultaria na instalação de uma fábrica no local. O potencial de crescimento do mercado baiano e o pacote de incentivos conseguidos junto ao governo estadual foram determinantes na escolha do empresário que trouxe os carros da Citroën, Jaguar e Aston Martin para o Brasil.

O governador não entrou em detalhes do acordo, mas disse que o estado ofereceu ao empresário condições atraentes de infraestrutura, mão de obra, financiamento e redução de custos de implantação da fábrica. Habib chegou a negociar a implantação da fábrica com outros estados, mas em agosto as negociações com a Bahia já estavam praticamente fechadas.

Apesar das conversas com outros governadores, não houve “leilão” entre o estados para atrair o investimento da JAC. “Não participo de leilão. Esse é meu cardápio de ofertas. Meu chapéu eu boto onde minha mão alcança”, disse Wagner. A contrapartida para os incentivos, segundo o governador, é “baianizar o máximo possível” as operações da JAC, por meio do treinamento e contratação de mão de obra local e uso de serviços oferecidos por empresas baianas, como construtoras, sempre que for economicamente viável. “Não é uma obrigatoriedade, mas vamos nesse sentido”, afirmou.

Potencial de mercado
Outro fator que ajudou a determinar a escolha da Bahia como local para a fábrica é o potencial do mercado automotivo na região. As vendas de veículos em Salvador mais que dobraram nos últimos anos e estão hoje em 6.500 unidades por mês. Para Habib, “em alguns anos” esse número deve saltar para 14 mil. “Salvador será o terceiro maior mercado brasileiro”, afirmou o empresário, apontando como determinantes para essa expansão fatores como o tamanho da população da cidade, o crescimento da renda e a necessidade de mobilidade.

Atualmente, a JAC possui participação de 2% no mercado automotivo de Salvador, contra média de 0,7% no Brasil, considerando dados acumulados no ano até outubro. A JAC chegou a alcançar a marca de 1% de participação logo após o lançamento, mas houve recuo nas vendas nos últimos meses com o anúncio do IPI maior para importados. “Até 2014, com a fábrica no Brasil, vamos ter 3% do mercado brasileiro automotivo”, disse Habib.

Também está nos planos da empresa começar a exportar novos modelos que forem produzidos no Brasil em algum momento a partir de 2016 e 2017. Por enquanto, a JAC prevê fechar 2011 com vendas de 25 mil a 26 mil carros no Brasil. Em 2012, a expectativa é que esse número salte para 40 mil.


Fonte: iG Economia

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