Página Inicial

Institucional

Locação de Veículos Executivos

Nossos Motoristas

Frota de Veículos

Serviços

Orçamento

Trabalhe Conosco

Notícias

Contato

Orçamento em transporte VIP
Faça um orçamento sem compromisso com a Transvalix.
Notícias sobre Transporte Executivo

07/11/2011

IPI para importados reduz vendas de veículos novos

As vendas de veículos zero-quilômetro no País caíram 9,97% em outubro frente a setembro, entre outros fatores, por causa das idas e vindas do aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados para os carros importados, medida do governo federal que entraria em vigor de imediato, e depois - por decisão do Supremo Tribunal Federal - foi postergada para dezembro.

Foram 280.608 unidades de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus comercializados no mês passado, de acordo com levantamento divulgado ontem pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, com base nos números de licenciamentos do cadastro do Registro Nacional de Veículos Automotores.

Segundo o presidente da Fenabrave, Sérgio Reze, a "confusão" gerada pelas notícias de mudanças na tributação dos importados causou repercussão negativa. Isso pode ser atestado pela forte retração (de 25%) nas vendas de autos e comerciais leves trazidos do Exterior e que foram impactados pela alta do IPI - que somaram 26.293 unidades em outubro.

Esses dados não incluem os carros vindos do Mercosul ou do México (que não foram atingidos pela medida do governo federal) e que compõem a maior parte do total que desembarca no País. Só no mês passado foram 70.666 unidades (25% do total).

Reze assinala que a retração nas vendas do setor automobilístico refletiu ainda dois outros fatores: outubro teve um dia útil a menos que em setembro e, o dia 28 do mês passado foi Dia do Funcionário Público, com ponto facultativo nas repartições.

Com isso, muitos departamentos estaduais de trânsito não trabalharam, o que levou à forte diminuição no número de licenciamentos. Enquanto na média, houve de 13 mil a 14 mil veículos emplacados por dia, nesse dia foram apenas 4.000.

Descontados esses dois dias a menos, haveria praticamente estabilidade na comercialização de automóveis e comerciais leves pela média diária, com queda de apenas 0,69%.

Em relação ao mesmo mês do ano passado, as vendas de outubro também mostraram retração, de 7,44%. Segundo especialistas, isso refletiu, além das medidas do governo, as condições mais difíceis de crédito, por causa das restrições às compras a prazo lançadas pelo governo federal desde dezembro de 2010, entre elas, a ampliação do depósito compulsório para os bancos e aumentos da taxa básica de juros ao longo do primeiro semestre.

Um exemplo foi a redução no prazo médio dos financiamentos, que hoje gira em 48 meses. "Já chegamos a 72 meses", assinala o presidente do Sindicato das Concessionárias e Distribuidoras de Veículos no Estado de São Paulo, Octávio Vallejo.

No entanto, nos primeiros dez meses deste ano (em que foram comercializados 2,963 milhões de unidades), o setor segue com crescimento de 5%.Presidente da Fenabrave se queixa de locadoras

O presidente da Fenabrave, Sérgio Reze, voltou a se queixar do setor de locação de veículos. Sem falar nomes de empresas, ele cita que estaria havendo a prática, no segmento, de venda irregular de carros novos. Por lei, locadoras só podem se desfazer de suas frotas adquiridas de montadoras, após o prazo mínimo de seis meses.

O dirigente traz dados para atestar sua afirmação. Ele cita que, do total de carros comercializados pelas quatro grandes montadoras (Fiat, Volkswagen, General Motor e Ford), neste ano 33% (ou seja, 650 mil) foram realizadas por meio de vendas diretas. E das vendas à pessoa jurídica (para empresas) 74,8%, ou seja, 449.265 unidades, foram feitas da fabricante diretamente para as companhias.

Para Reze, esse volume para PJ teria como foco as locadoras, que teriam se convertido num segundo canal de distribuição das montadoras, sendo que esse segmento tem a vantagem de não pagar PIS/Cofins nem o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, e conseguir, com isso, margens de lucros bem maiores, de até 30%, frente aos 10% alcançados pelas revendas autorizadas.

OUTRO LADO
O presidente da Federação Nacional das Locadoras de Veículos, José Adriano Donzelli, diz que não se sustenta qualquer afirmação de que o setor está adquirindo mais de 30% dos automóveis no Brasil, por meio do sistema de faturamento direto das montadoras e acrescenta que os automóveis permanecem nas locadoras em torno de 16 meses, conforme números apurados nos últimos censos anuais da Associação Brasileira das Locadoras. Passado o período de 16 meses, a maioria dessas empresas de aluguel trabalha com concessionárias, leiloeiros e outras formas de desmobilização de seus ativos, segundo o dirigente.


Fonte: Diário do Grande ABC

+ Notícias
Telefones: (11) 99868-1000/2272-6000