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Notícias sobre Transporte Executivo

21/10/2011

O setor automotivo acumula crescimento de 7% no ano, com 2,834 milhões de unidades emplacadas, recorde para o período, mas permanece com estoques elevados. Algumas redes, porém, encontram espaço para crescer e expandir sua atuação. É o caso do Grupo Le Mans, que comemora resultados acima da média e espera fechar o ano com incremento de 40% do faturamento ao atingir R$ 700 milhões. A rede é hoje a maior concessionária da marca Citroën no interior do estado e representa 10% do total de vendas da montadora no Brasil. Com 11 lojas no interior e na capital, a previsão para 2012 é aplicar um investimento de R$ 20 milhões.

Hoje, a rede aposta com força em ações de pós-venda para fidelizar os clientes, e conta com lojas em Campinas, Jundiaí, Indaiatuba, Bragança Paulista, Americana, Piracicaba, Limeira, Rio Claro e São Paulo. A expectativa do grupo é fechar este ano com a venda 8 mil carros novos e de 6 mil veículos seminovos.

Neste ano, o grupo está investindo na implantação de uma nova loja em Osasco, na Grande São Paulo, além do projeto de mais uma unidade em Alphaville, na capital. O grupo Le Mans Citroën iniciou suas atividades em Campinas em 2002.

Na capital de São Paulo, as lojas em operação estão nos bairros do Limão e da Vila Prudente - unidades que foram inauguradas em janeiro deste ano. Em termos de investimento, o Le Mans vai aplicar em obras, aquisição de terrenos, treinamento de funcionários e reforma de suas lojas já em operação. No projeto de expansão, neste ano serão inauguradas, além das lojas de Osasco e Alphaville, as de Itatiba e Mogi Mirim.

De acordo com o diretor da Le Mans Citroën, Rodrigo Stefanini, o crescimento e a consolidação do grupo se devem ao atendimento diferenciado oferecido ao cliente no pós-venda: há oficinas nas 11 concessionárias, um padrão que hoje tem sido adotado pela marca Citroën em suas novas instalações por todo o Brasil. "No mercado hoje muita gente que não se preocupa com o pós-venda. Eu vejo até dentro do grupo Citroën, hoje, que outras concessionárias não se preocupam com o pós-venda. Para eles o que interessa é vender carro, e,se o cliente quiser, depois ele consegue uma oficina. Isso é um procedimento errado", argumentou o executivo.

Para ele, a parte fácil do negócio é vender o carro. A parte difícil é deixar o cliente satisfeito com o seu atendimento de pós-venda e fazer com que a marca na cidade onde está sendo atendido seja bem vista. "Um ponto que a gente vem batendo desde 2002 quando a gente abriu a primeira loja do grupo Le Mans em Campinas é essa preocupação excessiva com o cliente. Isso é uma estratégia nossa", disse o executivo.

Medidas
Várias medidas para melhorar o pós-venda implantadas pelo Grupo ao longo dos anos serviram de referência para a Citroën Brasil. É o caso do agendamento de serviços e revisões pela cor do prisma de chegada, o agendamento por site e telefone, com confirmação ao cliente, tabela de preços de revisões tabeladas. "Estes detalhes garantem maior rapidez nos serviços e uma melhor programação para nossos clientes, que não perdem seu tempo em deslocamento e evitam riscos de chegarem às nossas lojas e não poderem ser atendidos naquele dia", destaca.

Outro diferencial do Grupo é o forte investimento nas chamadas mídias sociais. "Através decanais como Facebook, Twitter e Central de Atendimento ao Cliente (CAC), temos a chance de interagira de forma mais ágil com nosso público, detectando tendências e desejos, o que nos permite um melhor relacionamento com eles, seja através de informações ou solucionando possíveis descontentamentos ou críticas", explica Stefanini.

O grupo Le Mans Citroën, depois de se solidificar no mercado do interior de São Paulo, partiu para atuação na capital paulista com a inauguração das lojas nos bairros Limão e Vila Prudente no mês de janeiro. Rodrigo Stefanini disse que dentro do planejamento estratégico do grupo as duas unidades inauguradas na capital paulista estão vendendo o número de carros previsto. "A gente começou vendendo basicamente de 90 a 100 carros nas duas casas. O nosso objetivo é atingir a venda de 180 veículos por mês, que seria de 90 carros em casa loja. Já estamos na faixa de 160, ou seja, estamos muito próximos do objetivo."

Stefanini salientou que o resultado consolida que o grupo Le Mans está no caminho certo mostrando que a marca é boa, é rentável e tem um bom pós-venda, levando para São Paulo esta bagagem já consolidada nas unidades do grupo instaladas no interior. Com relação ao aumento do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) de 30% incidente sobre veículos importados, Stefanini disse que isso não afeta os negócios do grupo, pois, como a montadora tem uma fábrica em Porto Real, no Estado do Rio de Janeiro, 92% das vendas são de produtos nacionais.

"Esses 8 % restantes são de carros importados, pois, quando a gente fala de América Latina ou Mercosul, a gente pensa na produção da fábrica na Argentina que é o C4 e o C4 Palas. A gente acha que essa onda que veio de IPI vai ser mais benéfica para a gente porque esses 8% que eu perco de venda - que na verdade a gente não vai perder tudo porque sempre tem o cliente fiel que mesmo subindo o carro ele vai comprar - na verdade eu perderia 4%; no entanto, a gente ganha muito mais que as montadoras com a sua gama toda abalada pelo IPI", analisa.

Taguatinga
Outra rede da marca Citroën é o grupo Liberté, que chega ao Distrito Federal, em Taguatinga, após a consolidação de cinco lojas instaladas entre Goiânia, Anápolis e Aparecida de Goiânia. A Liberté Taguatinga projeta vendas de cerca de 600 veículos novos e 300 semi-novos em seu primeiro ano de operação. A nova concessionária teve investimentos de R$ 4 milhões, diz Sérgio Leão André, diretor presidente do grupo. "A expectativa de vendas para a filial da Liberté Taguatinga chega a cerca de 600 veículos novos e 300 seminovos por ano, o que vai contribuir para que as vendas totais do grupo Liberté possam atingir o patamar de 2.500 carros em 2012."

Com a concessionária Liberté de Taguatinga já são 158 as concessionárias da Citroën em todo o País e até o final do ano serão 165 no total, afirma a empresa. Domingos Boragina Neto, diretor-comercial da marca, aponta o crescimento das vendas da família Aircross e C3 Picasso como destaques da marca no Brasil.


Fonte: DCI

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