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Notícias sobre Transporte Executivo

18/07/2011

O novo ministro dos Transportes, Paulo Passos, elevou em 154% o gasto da pasta com os aditivos - recursos extras aplicados em obras e serviços já contratados - na época em que assumiu interinamente o cargo, em 2010.

Na época, ele era secretário-executivo e substituiu Alfredo Nascimento, que havia se licenciado para disputar a reeleição no Senado pelo Amazonas. Mais recentemente, Nascimento deixou o cargo (no dia 6), após denúncias de superfaturamento. Passos foi efetivado no ministério na semana passada pela presidente Dilma Rousseff.

No período de julho a dezembro de 2010, o número de contratos do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte) passou de 53 para 113, e o valor das obras, de R$ 309 milhões para R$ 787,4 milhões, segundo o jornal Folha de S.Paulo. Quando Nascimento reassumiu, o número de aditivos voltou ao normal.

A gestão de Passos nos Transportes também foi alvo de denúncia da revista IstoÉ. Segundo a publicação, as obras na BR-101 (RJ), BR-317 (AM) e BR-265 (MG) são irregulares e receberam R$ 78 milhões do ministério. A BR-101, no Rio, teria dobrado de preço após um adicional autorizado por Passos quando era interino. As empreiteiras responsáveis teriam doado R$ 5 milhões a candidatos do PR, partido de Passos, nas eleições de 2010.

No sábado, Passos, negou que haja irregularidade nas obras de estradas federais, mas admitiu falha na elaboração do projeto no caso da BR-101. "Tenho clara a determinação da presidenta de fazer ajustes e promover a demissão de quem tenha comprovadamente conduta inadequada daquela de um servidor público", afirmou. Cinco já foram afastados até agora.


Fonte: Destak Jornal

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