06/04/2011
Ao sair da concessionária, o automóvel novo já está com o preço depreciado. A média de desvalorização no primeiro ano de uso de um carro é de 20% em todo o Brasil, inclusive o Ceará. Em casos de carros de luxo, a queda no valor pode chegar a 30%, afirma Everton Fernandes, vice-presidente do Sindicato dos Revendedores de Veículos Automotores do Ceará (Sindivel-CE).
E não há tantos critérios para avaliar esta desvalorização. É regida pelo mercado. Fernandes comenta que a depreciação é maior no primeiro ano de uso. Em seguida, a desvalorização vai sendo reduzida gradativamente. O resultado médio é aplicado principalmente aos carros populares, os mais vendidos.
“Tem carro que chega a 30% de desvalorização, como é o caso de carros de alto luxo, isso porque, geralmente, são importados. Também contribui para o preço menor o alto consumo de combustível.
O vice-presidente comenta que, carros movidos a diesel e de tração quarto por quarto, se desvalorizam menos. Ressalta que, se levar em consideração que o carro tem um grande consumo de combustível, a manutenção é cara ou tem muitos quilômetros rodados, o preço cai mais rapidamente.
No caso de um automóvel cujo valor é de R$ 83.565, com a desvalorização de 30%, após um ano, o veículo deverá ser vendido pelo valor aproximado de R$ 58,5 mil. Para evitar depreciação mais rápida, a sugestão é manter a originalidade do carro o máximo possível.
Está marcada uma reunião para o final de abril, em São Paulo, para analisar essa situação informou Everton Fernandes.
“A saída de veículos seminovos está muito boa”, afirma o avaliador da Jangada Veículos – revendedora Renault -, André Correia. Ele comenta que os carros desta categoria ficam, no máximo, 20 dias estocados.
A clientela média procura carros com até três anos de uso, diz. Correia explica que a preferência por seminovos se dá quando o cliente leva em conta as facilidades de compra e a economia que é feita.
Em uma das concessionárias da Ford, a Salinas, as vendas de usados estão em tendência de alta este mês. O gerente de Seminovos da loja, Inácio Gomes, diz que o mês de abril é melhor que fevereiro. Ressalta que muita gente compra o usado para trabalhar.
Preferência por zero
Apesar de já ter adquirido carros usados, Francisco Lessa Parente, 60, afirma a preferência por automóvel zero quilômetro. Possui dois carros, comprados recentemente. Argumenta mais segurança e menos problema.
A família de quatro pessoas possui dois carros para tentar atender às necessidades de transporte. Nem sempre, todos ficam contemplados, conta Parente. Ele diz estar pensando em comprar um terceiro, desta vez seminovo, para quando os outros dois estiverem com os filhos.
O aposentado comenta que passa no máximo três anos com um veículo. Sabe que o valor do seu carro para venda vai depender do estado de conservação. “Lógico que a concessionária compra com um preço aquém do mercado, porque eles têm que ter lucro”, ressalta.
Por quê
ENTENDA A NOTÍCIA
Um carro novo dá menos “dor de cabeça”. A garantia, o suporte da concessionária, a preocupação da montadora de ganhar o cliente ajudam no trabalho de pós- venda. A rápida depreciação assusta, no entanto, a segurança dos carros novos ainda é mais atraente.
Fonte:
O Povo (imagem Jader Paes / O Povo Online)