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Notícias sobre Transporte Executivo

11/07/2011

O segmento dos sedãs médios no Brasil sempre foi um dos nichos mais valorizados pelos fabricantes de automóveis. Por aqui, eles são praticamente carros de luxo, com boa imagem, além de conseguirem gerar boas margens de lucros para as marcas. E a Volkswagen tinha problemas nessa categoria.

No mercado nacional, a marca nunca teve um representante de peso – tinha um investimento maior no médio-grande Passat. Para reverter o quadro, a Volks lançou em abril a nova geração do Jetta, com duas versões bastante diferentes, mas com o objetivo traçado de voltar a abocanhar uma fatia significativa do segmento. E a configuração 2.0 8V Comfortline é a que melhor expressa o atual foco mercadológico, pelo seu preço competitivo dentro do segmento.

A reposta do mercado mostrou que a aposta da Volkswagen deu certo. Três meses depois do lançamento, o Jetta já acumulou mais de 4.200 vendas totais, o que significa uma média de cerca de 1.400 carros/mês. Em abril, foram 1.013 unidades vendidas; em maio, o pico de 1.744 exemplares e em junho, o Jetta fechou em 1.622 – seguindo a ligeira baixa do mercado em geral. Se for computado apenas o mês de junho, o modelo da Volks conseguiu a terceira colocação do segmento. Ainda bem atrás das 4.131 unidades do líder Corolla, mas apenas 21 unidades atrás do Honda Civic – uma marca significativa.

Como não podia ser diferente, a principal responsável pelo bom desempenho de vendas da nova geração do sedã médio da marca alemã é a versão com preço mais baixo. Com preços saindo de R$ 65.755, essa configuração responde por 74% das vendas do Jetta. O valor cobrado é estratégico. Ele fica exatamente no meio caminho entre o bom custo/benefício da dupla Renault Fluence e Peugeot 408 – que saem por cerca de R$ 59 mil –, e a tradição de Toyota Corolla e Honda Civic – vendidos na faixa dos R$ 67 mil.

O que não fica na média dos rivais é o propulsor que equipa o Jetta Comfortline. Sob o capô está um defasado 2.0 8V flex, semelhante ao que equipa o Golf nacional. Ele gera 120 cv de potência a 5 mil rpm e 18,4 kgfm de torque a 4 mil rotações com etanol no tanque. É pouco quando comparado aos modernos motores dos rivais, que geram potência na faixa dos 140 cv e torque superior aos 20 kgfm. Ao menos, a opção de câmbio automática é moderna – que adiciona mais R$ 5 mil na conta final.

O Tiptronic de seis velocidades com opção de trocas manuais pela própria alavanca ou pelas borboletas atrás do volante – igual ao do Golf Comfortline. No resto da mecânica, o Jetta básico não surpreende. A suspensão dianteira é McPherson enquanto que a traseira é por eixo de torção. A topo de linha, Highline ganha um conjunto mais moderno, com suspensão traseira independente do tipo Multilink. Além disso, nesse caso, o Jetta chega quase como um esportivo, graças ao motor 2.0 TFSI de 200 cv, transmissão DSG de dupla embreagem. Com esses atributos, o modelo vai a R$ 89.250.

Apesar de fichas técnicas – e propostas – bastante distintas, ambas as versões do Jetta tem quase o mesmo visual – criado pelos irmãos brasileiros José e Marcos Pavone. Por fora, só a logo com a motorização denuncia qual é qual. O desenho ficou atualizado em relação a atual proposta de design da Volkswagen. A dianteira, portanto, conta com os faróis retos, grade com dois frisos horizontais cromados e capô com vincos em forma de “V”.

Outro destaque é o para-choque, que conta com uma parte bastante pronunciada e lembra os spoilers de carros de corrida. Na lateral, pouca ousadia. O Jetta conta com uma linha de cintura reta e apenas um ressalto pronunciado na base das portas. A parte posterior é outra que não traz grandes novidades. As lanternas têm cortes retos e a saída dupla de escape é padrão nas duas versões do sedã.

De série, o Jetta Comfortline vem equipado com ar-condicionado automático, direção hidráulica, trio elétrico, ABS, airbag duplo, bancos dianteiros com ajuste de altura, faróis de neblina, rodas de liga leve de 16 polegadas, rádio/CD/MP3, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro.

A marca alemã ainda oferece como opcional as rodas de 17 polegadas, ar-condicionado dual zone, bancos de couro, teto solar elétrico e rádio com tela touch screen. Atributos essenciais para superar a dura e variada concorrência e posicionar a Volkswagen num lugar de respeito entre os sedãs médios.

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